TEXTO PARA OS ALUNOS DOS 9ºs ANOS
Texto para os
que defendem o “ SIM” (números pares)
A verdade sobre a
inteligência dos negros americanos
Fato: nos EUA, o QI médio dos brancos é 15 pontos maior do que o dos
negros. Entenda o que há por trás dessa diferença e saiba como cientistas e
políticos podem diminuir esse abismo
JAMES FLYNN
James Flynn
cresceu em um lar irlandês católico. Estudou matemática e física na
Universidade de Chicago antes de descobrir a filosofia política e tentar
ensiná-la no Kentucky dos anos 1950, mas não conseguiu ajustar o emprego à
sua consciência. Flynn largou seu trabalho e foi para a Universidade de
Otago, na Nova Zelândia, onde tornou-se professor de ciências políticas e
concorreu duas vezes ao parlamento. O texto a seguir baseia-se em seu novo
livro, "Where Have All the Liberals Gone? Race, Class and Ideals in
America" (Para Onde Foram Todos os Liberais ? Raça, Classe e Ideais na
América).
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Em 2008, os negros norte-americanos
têm encarado suposições difíceis. Baseadas na constatação de que eles têm
índices de QI mais baixos que os dos americanos brancos, elas sugerem que o
comportamento sexual "irresponsável" dos afro-americanos está
condenando metade de seus filhos, que vivem com apenas um de seus pais e em
situação de pobreza. Em outras palavras, os negros dos EUA são considerados
culpados pela situação que enfrentam. E há quem diga que a razão para isso está
em seus genes.
É claro que tudo isso causa revolta.
Mas é muito mais chocante ignorarmos alguns fatos que estão por trás desses
estereótipos e não falar sobre o assunto. Ou sobre as implicações dessa
situação para a comunidade negra nos EUA.
Nos últimos 30 anos, testes de
inteligência como a Escala Wechler de Inteligência para Crianças mostraram uma
diferença média de 15 pontos no QI das crianças brancas e negras no país. E, de
acordo com os censos governamentais, mais ou menos 63% das crianças
afro-americanas crescem em famílias com apenas um dos pais, normalmente a mãe.
Há tempos, explicações sociais e ambientais, e não genéticas, foram
desconsideradas para justificar essa diferença no QI entre as raças, ou a
prevalência entre os negros de famílias com mães solteiras. Esse fato tende a
suscitar dúvidas entre biólogos e geneticistas ditos liberais. Como cientista
político e estatístico (sem mencionar o fato de ser um liberal de carteirinha),
eu entendo o dilema. Mas também acredito que o único caminho para defender os
afro-americanos seja discutir o que é indiscutível.
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