quinta-feira, 3 de abril de 2014

DEBATE SOBRE “ A INTELIGÊNCIA É GENÉTICA?” - LÍNGUA PORTUGUESA



TEXTO PARA OS ALUNOS DOS 9ºs ANOS
Texto para os que defendem o    “ SIM” (números pares)

A verdade sobre a inteligência dos negros americanos
Fato: nos EUA, o QI médio dos brancos é 15 pontos maior do que o dos negros. Entenda o que há por trás dessa diferença e saiba como cientistas e políticos podem diminuir esse abismo
JAMES FLYNN

James Flynn cresceu em um lar irlandês católico. Estudou matemática e física na Universidade de Chicago antes de descobrir a filosofia política e tentar ensiná-la no Kentucky dos anos 1950, mas não conseguiu ajustar o emprego à sua consciência. Flynn largou seu trabalho e foi para a Universidade de Otago, na Nova Zelândia, onde tornou-se professor de ciências políticas e concorreu duas vezes ao parlamento. O texto a seguir baseia-se em seu novo livro, "Where Have All the Liberals Gone? Race, Class and Ideals in America" (Para Onde Foram Todos os Liberais ? Raça, Classe e Ideais na América).

Em 2008, os negros norte-americanos têm encarado suposições difíceis. Baseadas na constatação de que eles têm índices de QI mais baixos que os dos americanos brancos, elas sugerem que o comportamento sexual "irresponsável" dos afro-americanos está condenando metade de seus filhos, que vivem com apenas um de seus pais e em situação de pobreza. Em outras palavras, os negros dos EUA são considerados culpados pela situação que enfrentam. E há quem diga que a razão para isso está em seus genes.
É claro que tudo isso causa revolta. Mas é muito mais chocante ignorarmos alguns fatos que estão por trás desses estereótipos e não falar sobre o assunto. Ou sobre as implicações dessa situação para a comunidade negra nos EUA.


Nos últimos 30 anos, testes de inteligência como a Escala Wechler de Inteligência para Crianças mostraram uma diferença média de 15 pontos no QI das crianças brancas e negras no país. E, de acordo com os censos governamentais, mais ou menos 63% das crianças afro-americanas crescem em famílias com apenas um dos pais, normalmente a mãe. Há tempos, explicações sociais e ambientais, e não genéticas, foram desconsideradas para justificar essa diferença no QI entre as raças, ou a prevalência entre os negros de famílias com mães solteiras. Esse fato tende a suscitar dúvidas entre biólogos e geneticistas ditos liberais. Como cientista político e estatístico (sem mencionar o fato de ser um liberal de carteirinha), eu entendo o dilema. Mas também acredito que o único caminho para defender os afro-americanos seja discutir o que é indiscutível.

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